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Intimidades Reveladas



Quarta-feira, 14.01.15

Três coisas em que um homem não tem de meter colherada

Até a mais tradicional das mulheres, que cede aos homens a ilusão de uma certa "autoridade" que lhes afaga o ego, não terá paciência se não a deixarem em paz nestes três aspectozinhos:

- O guarda roupa: disse  e repito, que nunca é demais. A não ser que a menina/senhora gaste o que tem e o que não tem ou sofra de um problema de acumulação,  deixe-a estar feliz e contente. Afinal, quantas manias suas (que para ela são disparatadas ou irrelevantes) é que ela tolera porque isso o faz feliz? Amigo não empata amigo, viva e deixe viver. Não tem um jogo de futebol, dia de caça ou corridas onde ir? Deixe estar o mulherio sossegado, que coisa!

- Animais de estimação: se não suporta bicharada em casa (a perda é sua) então não se envolva com uma mulher que gosta de animais. Principalmente se ela for uma pessoa sensata que tem tudo limpo e arrumado e os bicharocos só precisarem, bem...das atenções que se devem a um ser vivo. O gato já lhe fazia companhia antes de você entrar em cena, o cão já lá estava e ter bichinhos de estimação é um óptimo treino para ter filhos mais tarde. Se não for capaz de ao menos ter tolerância, mais vale não se meter onde não é chamado. Se a vai obrigar a escolher sairá a perder porque quanto mais não seja, está a ser insensível e a não se importar com os sentimentos dela..ao contrário do gato, capice?

- Família e valores: se vai unir-se a uma mulher mas não lhe suporta nem tolera a família/religião/crenças e valores...então lamento, mas só está apaixonado pelo exterior da pessoa em causa. Amar alguém significa amar o que essa pessoa ama, detestar o que ela detesta ou no mínimo, ter paciência porque ninguém é perfeito. A não ser que a família dela lhe mova uma verdadeira perseguição, que o deteste e lhe faça a vida negra e/ou que a sua amada adira a uma seita perigosa...das duas uma: aceita, ou não entra nessa relação para começar. Pretender entrar em cena em modo "eu chego lá e acabo com isso tudo" é uma maldade e uma ilusão. Blood runs thicker than water e ainda que ela fique do seu lado, vai acabar por ressentir-se. Se não vem acrescentar algo de bom à vida de alguém, é melhor procurar uma pessoa com quem se identifique mais.

 

fonte:http://activa.sapo.pt/s

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por adm às 18:00

Segunda-feira, 12.01.15

Homens lidam pior com infidelidade

Os homens heterossexuais deixam-se afetar mais pelas traições do que as mulheres, segundo um estudo da Chapman University, na Califórnia (EUA). Já no caso dos bissexuais e homossexuais, as diferenças na forma como homens e mulheres lidam com os casos de infidelidade não são acentuadas. "Os homens heterossexuais realmente destacam-se de todos os outros grupos: são os únicos a ficarem mais chateados com os casos de infidelidade sexual do que com a infidelidade emocional", explicou David Frederick, autor do estudo. Quando existe apenas infidelidade emocional, de acordo com a investigação, significa que o parceiro se apaixonou por outra pessoa com a qual ainda não tem relações sexuais. O facto de poderem sentir o que o estudo designa de incerteza paterna, por nem sempre terem a certeza de que são os progenitores dos filhos das suas companheiras, também pode tornar-se um problema para o sexo masculino, tal como o ciúme. "Pode também ser prejudicial e desencadear comportamentos violentos, por isso é importante entender que situações mais provocam ciúme", sublinhou o autor do estudo. Infidelidade é a maior culpada por divórcios A infidelidade chega mesmo a ser apontada, no estudo, como a maior causa de divórcios: 34% dos homens inquiridos admitiram que já tiveram sexo fora do casamento, enquanto apenas 24% das mulheres revelaram que foram infiéis. No estudo da Chapman University, publicado na revista académica Archives of Sexual Behavior, participaram 63 894 pessoas, entre os 18 e os 65 anos.

fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/

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por adm às 17:36

Domingo, 11.01.15

Cinco verdades sobre términos de relacionamentos

Seus amigos podem ter pouca paciência pra ouvir falar do fim do seu relacionamento (pelo menos até eles mesmos sentirem como é dar com o nariz na porta), mas eu digo: coloque pra fora tudo aquilo que quer sair da sua vida. “Nunca é fácil, e pode haver efeitos colaterais, mas você vai se recuperar no final”, explica Suzanne Degges-White, especialista em transições pessoais e familiares da Universidade Northern Illinois, nos Estados Unidos. Recentemente ela divulgou as cinco verdades incômodas sobre os términos de relacionamentos. Confira a seguir quais são elas (e segure firme!):

1. Não é fácil terminar um namoro ou casamento
Existe um disco de ouro antigo chamado “Terminar é Muito Difícil”. O título da canção transmite o grande esforço necessário pra terminar um relacionamento. Não importa o quão confiante você esteja de que está na hora de terminar com a pessoa, provavelmente haverá uma certa dor ao cortar relações com quem você esteve junto até então.


2. Isso pode machucar, e muito!
A dor pode existir até mesmo em rupturas necessárias. Enquanto muitos de nós nos sentimos aliviados ao ver um relacionamento insatisfatório chegar ao seu último suspiro, outros podem sentir uma dor muito forte ao ser forçado a reconhecer que um laço foi desfeito. Quando um relacionamento termina, não importa quão válidas sejam as razões, você não perde apenas um parceiro ou amigo, mas também os seus planos e crenças sobre o futuro. Se esta pessoa for tirada de um grupo social ou grupo de amigos, a ausência pode ser notada e muito sentida.

Se as mulheres são incapazes de manter um relacionamento ou amizade, elas podem se sentir decepcionadas consigo mesmas, e não apenas com os seus parceiros ou amigos. A incapacidade de manter um relacionamento, mesmo se a culpa for da outra pessoa, pode ser percebida como um fracasso pessoal. Em termos de amizades, quando se tem poucos amigos, ou apenas um único amigo próximo, essa perda pode representar um desligamento de um sistema de suporte. Se você estiver nesta situação, lembre-se que ser sua própria melhor amiga é um pré-requisito essencial para o estabelecimento de amizades saudáveis com os outros.

3. Amigos em comum podem ser perdidos
Quando um casamento, romance, ou amizade, é perdida, a situação provavelmente vai resultar em “efeitos colaterais” dentro das amizades e laços em comum. Isso pode ser especialmente difícil quando o término com um parceiro ou amigo leva à perda de amigos em comum que você tinha como companheiros e confidentes. Quando amizades ou relacionamentos românticos desmoronam, um dos nossos primeiros instintos é encontrar um ombro amigo. Quando um amigo confidente mostra uma certa lealdade ao seu ex-parceiro ou ex-amigo, isso pode ser uma dose dupla de consequências emocionais.


4. Você vai ficar sozinha(o)
Quando a sua rotina regular de experiências compartilhadas é interrompida, não ter algo de positivo para preencher o vazio pode fazer você se sentir muito solitária – mesmo que você esteja feliz por estar livre de um relacionamento ruim. Apesar das novas atividades interessantes que você vai se envolver, o sentimento de solidão às vezes pode se prolongar. Isso é normal, e não necessariamente um sinal de que você cometeu um erro ao romper o relacionamento ou amizade. No entanto, se a solidão crescer com o tempo e impedir o seu funcionamento normal, você pode conversar com um terapeuta ou psicólogo para te ajudar a trabalhar melhor essa resposta emocional.

5. As coisas vão ficar mais fáceis
Enquanto muitos dizem que o tempo cura todas as feridas, talvez seja mais válido dizer que a distância nos permite manter nosso foco em outras coisas. Os seres humanos são muito resistentes e, mesmo que o desejo de ter a presença de um ex-parceiro ou ex-amigo em sua vida pode não ter desaparecido completamente, com o tempo isso vai ocupar menos espaço em sua cabeça e coração. Quando um relacionamento termina com algo desagradável, você pode ter raiva e tristeza, alívio e decepção, tudo depende dos motivos que levaram a isso. Felizmente, nossos corações e mentes são capazes de tolerar essa sobrecarga sensorial por um período limitado de tempo, por isso, a raiva vai começar a diminuir e a tristeza também.

Eventualmente, a perda vai começar a ser apenas uma parte do seu passado, não do seu presente. Terminar um relacionamento difícil ou insatisfatório pode criar um outro conjunto de desafios emocionais pra você. No entanto, ser capaz de se libertar de uma relação que impede você de desfrutar a vida ao máximo, vale muito a pena. Na verdade, as pesquisas sugerem que os relacionamentos que são insatisfatórios ou prejudiciais são piores para o seu bem estar emocional do que uma ausência de romance ou amizades. E aí, qual é a sua escolha?

 

fonte:https://br.mulher.yahoo.com

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por adm às 17:35

Sexta-feira, 02.01.15

Verdades e mitos sobre o que pode afectar a qualidade dos espermatozóides

Para os homens que querem ter filhos a produção de espermatozóides é importante. De facto, há comportamentos que podem ser prejudiciais, mas há também alguns mitos sobre o assunto. O site Everyday Health perguntou a vários especialistas de fertilidade sobre o fundamento de alguns deles. Veja quais os verdadeiros e falsos.

 

Verdade: Portáteis no colo

Em termos de contagem e qualidade do esperma, há alguma evidência de que um portátil com ligação Wi- Fi pode ser prejudicial. A revista Fertility and Sterility publicou um estudo em que foram recolhidas amostras de 29 homens. Metade foram armazenadas junto de um portátil com ligação wireless e outra sem qualquer contacto com a rede. A conclusão é que o esperma junto do computador tinha menos mobilidade e mais alterações de ADN, o que pode afectar a fertilidade. De acordo com o urologista da Clínica Wake Forest Baptist, Ryan Terlecki, o calor do portátil também pode ter influência na qualidade do esperma. “Está comprovado que o calor tem a capacidade de afectar negativamente os parâmetros do sémen”, explica.

Falso: Consumo de refrigerantes

Se já ouviu que os corantes e o alto teor de cafeína dos refrigerantes são prejudiciais à fertilidade masculina, saiba que se trata de um mito. “Não há nenhuma relação documentada entre a infertilidade e a cafeína ou corantes ", explica David Tourgeman, endocrinologia e especialista em medicina reprodutiva. Há muitos motivos para evitar refrigerantes, mas a qualidade esperma não parece ser um deles.

Falso: Jacuzzis

É verdade que o calor está relacionado com a contagem de espermatozóides e a sua qualidade, mas para que estar no jacuzzi seja prejudicial à fertilidade é preciso estar lá horas a fio diariamente, explica Robert Kaufmann, endocrinologia da Clínica Baylor All Saints em Waco, Texas. “Há efectivamente uma associação entre o calor dos jacuzzis na zona genital masculina e a diminuição de espermatozóides, mas a sua utilização moderada não provoca qualquer problema”, conclui.

Falso: Cuecas ou boxers justas

Diz-se que cuecas ou boxers justas afectam o esperma. Mito urbano, garantem os médicos. “Muitas mulheres convenceram os maridos a trocar cuecas por boxers largos, mas não era preciso”, explica Robert Kaufmann. “A ideia de que as cuecas mantêm o escroto a temperaturas elevadas e prejudicam o esperma não tem fundamento, porque o calor provocado não é suficiente para causar danos”.

Verdade: andar de bicicleta

Infelizmente para os entusiastas do ciclismo, parece existir mesmo uma evidência de que andar frequentemente de bicicleta pode provocar alterações na qualidade do esperma. Um estudo com ciclistas espanhóis demonstrou que tinham menor qualidade de esperma e uma contagem de espermatozóides mais reduzida do que os desportistas de outras modalidades. “Há mais estudos que mostram estas conclusões, nomeadamente com ciclistas de alta competição. Mas é ainda necessária uma pesquisa mais abrangente”, explicam os especialistas.

Verdade: Telemóveis no bolso das calças

As notícias sobre a relação entre telemóveis e qualidade do esperma não são boas. Um artigo da University of California analisou as conclusões de vários estudos sobre o assunto. Oito em nove deles demonstram impacto negativo no esperma dos homens que usam os telemóveis perto da zona genital, principalmente aqueles que o guardam nos bolsos das calças.

Verdade: Contacto constante com recibos

O menos falado, mas com algum fundamento, é o contacto com os recibos que saem das caixas registadoras usadas no comércio. O culpado é o bisfenol-A, conhecido por BPA, que em contacto com a pele mais de 10 segundos provoca uma transferência de 2,5 microgramas desta substância para o organismo. Do BPA sabe-se que é uma espécie de desregulador endócrino e pode ter consequências na fertilidade masculina quando há exposição a grandes quantidades. “Porém, apesar desta evidência, não há estudos suficientes para concluir que ter recibos nos bolsos possa afectar o esperma. Mas é razoável que os homens que trabalham em estabelecimentos comerciais lavem as mãos depois de mexer nos recibos”, explica David Tourgeman.

Verdade: Fumar

O consumo de tabaco afecta a saúde em diversas frentes e a fertilidade não é excepção. Estudos demonstram uma maior probabilidade de problemas na contagem e qualidade dos espermatozóides em fumadores, assim como alterações genéticas do esperma. 

 

fonte:http://www.sol.pt/

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por adm às 23:10

Sexta-feira, 02.01.15

4 coisas que deixam uma mulher ‘entusiasmada’

Algumas podem parecer irreais, mas a verdade é que estão todas cientificamente provadas. O site AlterNet fez uma lista com as quatro coisas que deixam uma mulher sexualmente excitada e alguns destes pontos deixam qualquer um surpreendido.

1.    Tudo menos um homem nu: Um estudo da psicóloga Meredith Chivers observou a lubrificação vaginal das mulheres quando estas viam vídeos pornográficos que incluíam relações sexuais entre um homem e uma mulher, duas mulheres, dois homens, imagens de um homem depilado a passear na praia e de dois macacos bonobo a conhecerem-se. As mulheres (algumas heterossexuais e outras lésbicas) ficaram ‘entusiasmadas’ com tudo – incluindo o par de macacos – menos com o homem nu. No entanto, quando aparecia um homem nu, mas com o pénis erecto, as mulheres já se mostravam mais excitadas. Pelos vistos, o que está em causa é a falta de erecção.

2.    Barba de 10 dias: Um estudo publicado na edição de Abril de Evolution and Human Behavior descobriu que as mulheres sentem-se mais atraídas por homens com barba de 10 dias (ou uma barba a sério). As análises ao comportamento das mulheres perante o crescimento de pêlos faciais foram feitas por um grupo de investigadores  da University of New South Wales.

3.    Gasolina, couro e tinteiros de impressoras: Um inquérito feito pela empresa de sabonetes Daz descobriu que as mulheres britânicas sentem-se sexualmente estimuladas com o cheiro do couro, gasolina, tinta e tinta de impressora. Será que o mesmo se aplica às mulheres portuguesas?

4.    Lavar os dentes: Em 2003, os cientistas descobriram uma mulher de Taiwan que tinha um a dois orgasmos por dia a lavar os dentes. Os neurologistas do Chang Gung Memorial Hospital fizeram uma série de testes. Primeiro achavam que esta reacção estava ligada ao cheiro da pasta de dentes, mas afinal não havia qualquer relação. Chegaram à conclusão que era “um estímulo somatossensorial muito específico”.  É raro, mas pode ser que haja mais mais casos.

 

fonte;:http://www.sol.pt/n

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por adm às 23:07

Sexta-feira, 02.01.15

"Hoje é dia de fazer sexo": guia para uma relação com mais paixão

Marque na agenda: ‘hoje é dia de fazer sexo’. Pode parecer estranho, mas planear o tempo para estarem juntos aumenta o desejo. Quem o diz é a psicoterapeuta belga Esther Perel, em entrevista à ACTIVA, onde acaba com mitos que destroem o desejo e aponta soluções para que a paixão regresse aos lençóis.

 

A paixão tem prazo de validade, dizem os cientistas. Ano e meio a dois anos, na melhor das hipóteses, e a culpa é da nossa própria química cerebral. Então e o que resta depois disso? Companheirismo, intimidade, amizade, cumplicidade, amor maduro, dirá a maior parte. O facto é que não se encontram muitos casais que, ao fim de dez ou 20 anos de vida em comum, se beijem nos transportes como adolescentes ou mal consigam esperar para fazer amor, arrancando selvaticamente a roupa um ao outro, ainda no patamar das escadas. Será que o preço a pagar pela intimidade, por partilhar alegrias e tristezas, é uma vida sexual mais morna?

Esther Perel é psicoterapeuta especializada em casais. É belga, está radicada nos EUA, é docente na Universidade de Colúmbia e já foi convidada de programas como o ‘Oprah Winfrey Show’ ou ‘CBS News’. Ao longo de anos, trabalhou com centenas de homens e mulheres que se amavam profundamente, comunicavam de forma espantosa, se admiravam e respeitavam mutua-

mente, que criaram belas famílias e que, no entanto, perderam o fio à meada do erotismo. A culpa, diz, é de mitos que criámos à volta da figura do casamento. Foi por isso que escreveu ‘Amor e Desejo na Relação Conjugal’, [Editorial Presença] onde explora o tema da perda de desejo sexual no matrimónio e aponta soluções para fugir às suas armadilhas.

O mito da intimidade

Temos de conhecer tudo sobre o nosso companheiro de cama? E se não soubermos tudo, isso significa que ele não nos ama verdadeiramente? “Acho que nunca chegamos a conhecer, na totalidade, a pessoa que partilha a cama connosco. É um mito da psicologia moderna achar que temos de saber de tudo, tudo contar e tudo partilhar com o parceiro, porque uma boa intimidade garante uma boa sexualidade. Faz-nos sentir mais seguros darmos o parceiro por garantido e achar que não seremos surpreendidos por ele amanhã. E depois queixamo-nos de tédio na relação…”, ironiza a terapeuta. “Mas nem sempre uma maior proximidade cria mais desejo. Se o amor floresce num ambiente de mutualidade e proximidade, o desejo necessita de espaço e diferença. Quando as pessoas se fundem – quando de dois fazem só um –, a ligação deixa de ser possível porque deixa de haver com quem a estabelecer. Se nos mantivermos abertas a esse mistério que há na outra pessoa, temos mais possibilidade de manter o desejo.”

Mas isso significa que temos de agir como se o marido fosse um estranho que tentamos seduzir? “Não! Mas a verdade é que tratamos os nossos companheiros como um velho sofá, que nos é confortável e que está sempre no mesmo lugar. Devemos manter-nos disponíveis para os momentos em que ele nos vai surpreender, em que não age de acordo com um ‘guião’.”

No seu livro, Esther Perel alerta ainda para um erro feminino, o constante apelo que fazemos aos nossos companheiros para que desabafem connosco, exponham os seus sentimentos. Mas se as mulheres são socializadas nesse sentido, os homens não. “Neste cenário, aquele que não fala é sempre pressionado a mudar, em vez de ser aquele que fala a tornar-se mais versátil.” Assim se desvaloriza a importância da comunicação não verbal na relação: os pequenos gestos de gentileza, os olhares cúmplices, os sorrisos, os silêncios partilhados sem constrangimento.

Cultive o seu jardim secreto

“Em vez de trabalharem constantemente na construção da proximidade, defendo que os casais só terão a ganhar com uma certa individualidade. Nem tudo precisa de ser revelado. O amor quer saber tudo a teu respeito; o desejo precisa de mistério”, diz Perel.

A psicoterapeuta chama a esta tarefa ‘cultivar o nosso jardim secreto’, um espaço privado para se redescobrir como pessoa e onde possa ter tempo para si e para o que gosta de fazer, sem ter, necessariamente, de o partilhar com o seu marido ou ele consigo. Esse trabalho requer tolerância, de ambas as partes. Relembre-se de quem era antes de o conhecer, quais eram os seus passatempos e sonhos, quem eram seus amigos, que não eram necessariamente os dele.

O mito da espontaneidade

 Relações duradouras com sexo apaixonado são uma ideia relativamente nova, lembra Esther Perel, uma invenção dos casamentos por amor do século XX. “Antes, as pessoas tinham sexo porque queriam ter filhos ou porque tinham de cumprir uma obrigação matrimonial. Ainda ninguém sabe muito bem como cultivar o desejo dentro de casa – em alguns sentidos, isso ainda é tabu. As imagens de sexo a que somos expostos são irrealistas. Nos filmes, o sexo é sempre instantâneo, assim que se aproximam, os dois já estão excitados. A essência do erotismo é a imaginação, a sedução e a antecipação. Mas assim que se casam ou vão viver juntos, as pessoas acham que não precisam de fazer esforços porque o parceiro tem de os desejar sempre. Porquê? Só porque estão lá?!...”

Deixar que o desejo apareça só quando uma mística conjunção astral der tempo ao casal para estar junto é um engano e uma forma de negligência. Quando ansiamos pelo espontâneo, não temos de nos dar ao trabalho de preparar uma surpresa, um jantar especial a dois, dizer ‘amo-te’. “É uma maneira de evitarmos a ideia de que somos donos do nosso desejo”, observa Esther Perel. “Quando desejamos alguém, temos de aceitar o risco de dizer ‘quero-te’ e de sermos rejeitados e aceitar as consequências.”

Sexo com hora marcada

Por mais estranho que pareça, a terapeuta defende que, em muitos casos, a solução passa por planear o tempo para estar junto e o que fazer com ele: o jantar, a música, o sexo. Tirar aquela sexta-feira e deixar os miúdos na avó ou sair mais cedo do emprego. Pode ser apenas uma noite por semana, ou de 15 em 15 dias. Mas se a tivermos marcada na agenda, esperamos por ela, e desejamos que venha depressa, tal como umas esperadas férias. Mas a palavra ‘planear’ ainda é olhada com maus olhos, quando falamos de amor e erotismo, porque nos convencemos de que os gestos verdadeiramente românticos são os que caem do céu, como nos filmes. “Planear resulta com algumas pessoas, que adoram a ideia de que estão a criar um espaço sagrado. Para outras, é uma palavra associada a trabalho e, por isso, não gostam da ideia de a ligar ao sexo. Mas nunca conheci ninguém que tivesse problemas em planear uma viagem ou jantar de três pratos – e também não conheço ninguém que prefira fast food a um jantar destes. As pessoas dão valor ao ritual, à antecipação, à gentileza, ao esforço. Planear tem uma conotação de criatividade, confere valor acrescentado à relação, diz ‘és importante para mim e estou a criar uma altura e espaço especial para nós’.”

O mito ‘os filhos unem o casal’

Outra ideia errada, sustenta a psicoterapeuta. Poucas ‘coisas’ surtem um efeito de desgaste tão grande entre o casal como ter em casa um bebé, que requer cuidados e atenção constante, geralmente da mãe. “A maioria dos casais com filhos separa-se nos primeiros três anos de vida da criança. Se conseguirem manter-se juntos durante esse tempo, têm mais probabilidade de se aguentar nos próximos 15”, afirma Esther. “No passado, o facto das mulheres serem mães não era razão de frustração para o homem, que podia sempre recorrer ao bordel. Mas, agora, os homens ficam em casa e dizem ‘eu quero a minha mulher de volta’. Então, ela responde: ‘Já tenho dois filhos, não preciso de um terceiro.’”

Os filhos crescem e tornam-se, gradualmente, mais independentes. Mas, entretanto, os pais constituíram uma espécie de sociedade, a ‘Paternidade Lda.’, onde a comunicação entre marido e mulher se faz exclusivamente para resolver problemas, organizar tarefas, definir estratégias educativas, pagar contas, transmitir recados como ‘passa pelo supermercado’ ou ‘vai buscar o Joãozinho à escola’. “É como se o casamento fosse uma pequena empresa, que é preciso gerir com eficácia”, observa Perel.

Nos tempos livres, toda a energia criativa do casal é direccionada para os filhos. As crianças, diz Perel, nunca foram tão reis da casa e da família como hoje. “Vejo jovens mães e pais que, todas as semanas, procuram coisas novas para fazer com os filhos. As crianças têm direito a imaginação, brincadeira, novidade, mistério. Mas com o parceiro é sempre a mesma coisa. Quando chegamos a casa, o filho tem direito aos abraços prolongados e a toda a atenção. Mas os adultos sobrevivem a uma dieta de beijos rápidos entre si. A energia erótica está viva e de boa saúde… mas foi canalizada para a criança! Se queremos que o casamento sobreviva, temos de direccionar alguma dessa energia para a nossa relação. Caso contrário, estaremos a recrutar os nossos filhos para nos darem aquilo que deveriam ser os adultos a dar.”

Crie um espaço erótico

“Não falamos de um espaço para ter sexo, mas de um espaço de prazer, em que nós e os nossos parceiros possamos estar, sem ser como Pai e Mãe, Marido e Mulher, ou Cidadãos Cumpridores e Pagadores de Impostos. Apenas como indivíduos que gostam de estar um com o outro, e em que o sexo pode acontecer”, explica Esther Perel. “Há um conselho que dou a casais com filhos pequenos que revela ser bastante útil. Um deles vai ser cuidador da criança, a tempo inteiro, nos primeiros tempos de vida: o seu sentido de tempo e de identidade pessoal funde-se com o da criança. Mas o outro parceiro tem de ser o salvador, trazê-lo de volta à relação e dizer-lhe ‘agora é tempo de estarmos juntos’. Se o casal não conseguir fazer isto, acaba-se a família. E isso  não vai ser bom para a criança.”

Aqui entra a parte do planeamento: marque na sua agenda uma noite que seja só sua e dele, inviolável e inadiável. Feche a porta do quarto e torne claro aos seus filhos, com o tempo, que os pais têm direito a privacidade e que não querem ser interrompidos quando estiverem a namorar. Há apenas uma regra a observar para esta terapeuta: evitar qualquer assunto relacionado com os afazeres da Paternidade Lda. “O que interessa saírem uma vez por semana se vão falar nos filhos o tempo todo?!”

 

fonte:http://activa.sapo.pt/se

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por adm às 22:43

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